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Além do Ponto Final

Além do Ponto Final

Seg | 25.01.21

Call Me By Your Favorite Book: Guida, Filipa e Joana

E estamos de volta com a rubrica Call Me By Your Favorite Book, para vos trazer mais 3 recomendações de livros de pessoas que me são próximas! Para quem não sabe do que estou a falar, podem ver aqui o post em que explico melhor em que consiste esta ideia. 

Vamos a isso então? 

Guida

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A Guida é a minha mãe e foi ela, sem dúvida, a pessoa que mais me passou o gosto pela leitura, a mim e à minha irmã, que também já cá apareceu 🤩 Lê um bocadinho de tudo, não é uma leitora nada difícil de satisfazer. Adora Saramago, ou Ken Follett, ou Murakami. É com ela que falo quando preciso de um bom livro que esteja lá por casa para ler, porque tem sempre ótimos conselhos para dar!
O livro que escolheu para esta rubrica, depois de pensar dias a fio, foi "A Insustentável Leveza do Ser". Porquê?

"Um dos meus maiores prazeres é a leitura. Não tenho um livro preferido, tenho vários escritores que admiro e vários livros que me marcaram. Escolher apenas um livro para destacar não foi uma tarefa fácil. Escolhi “A insustentável leveza do ser”, do Milan Kundera, um livro que li há muitos anos e do qual já pouco me lembro da história. Lembro-me que se passa em Praga e tem um contexto político, com várias referências à Primavera de Praga e à invasão da Checoslováquia pela União Soviética. De alguma forma, o regime opressivo influencia as 4 personagens, 2 homens e 2 mulheres (também havia uma cadela, a Karenina) e apesar de ler o livro numa altura em que a União Soviética já estava em queda, em que todos tínhamos opiniões políticas sobre o que se estava a passar, não foi por isso que o livro me marcou. Li-o quando tinha 16 ou 17 anos e marcou-me porque foi o primeiro livro que me fez pensar, começando logo pelo título, o peso, por oposição à leveza. O livro tem várias referências a filósofos, alguns que conhecia e outros que tive de ir à procura e, a partir do triângulo amoroso entre os personagens, o livro obrigou-me a refletir de uma forma que, como jovem adulta, nunca tinha feito. Mas o que mais recordo é o prazer com que algumas frases me surpreendiam, como as queria sublinhar, ou guardar para mais tarde reler, torná-las minhas, por estarem tão bem escritas, tão simples e tão cheias de significado. E esse é um dos maiores prazeres da leitura: ler nas palavras de outros o que podíamos ter sido nós a escrever."

Filipa

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A Filipa é uma das minhas melhores amigas e a pessoa mais à toa que conheço 😂 mesmo assim, consegue ser uma pessoa super culta e que já leu todos os clássicos e mais alguns 🤩
Diria que é uma leitora muito diversificada e que gosta de tudo um pouco. Estava à espera que me trouxesse um clássico, mas trouxe antes Eu Dou-te o Sol, vamos ver porquê:

"Não tenho livros, filmes ou séries preferidas, o que tenho é memórias das emoções e sentimentos que surgem quando estas histórias me são transmitidas através destes três formatos.
A história contada no livro de Jandy Nelson, Eu dou-te o Sol, chegou a mim no Natal e tal como esta quadra festiva, após a leitura do livro senti o coração mais apertadinho e aquecido.
Ao longo de 333 páginas, é demonstrado o poder e o grande papel que a família têm no nosso dia a dia e o quão perdidos e sozinhos nos podemos sentir se ela não estiver presente. A história é narrada pelas 2 personagens principais Jude e Noah, em que alternadamente contam os seus distintos pontos de vista acerca de determinadas situações.
Não sendo isto um spoiler, é importante perceber que estas duas personagens apenas partilham 3 coisas na vida: proveem ambos do mesmo ventre, nasceram os dois no mesmo dia e ambos foram vitimas de um acontecimento que alterou a sua relação para sempre. O enredo foca-se então no seu crescimento (entre os 13 e os 16 anos) tanto a nível psicológico como físico, na sua perspetiva em relação aos acontecimentos e por fim na forma como necessitam um do outro para se sentirem completos.
Concluindo, este livro pode ser confundido com aquele tipo de livros que apenas ficam na estante, mas posso assegurar que ele ficará mais bem arrumadinho na vossa memória e no vosso coração"

Joana

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A Joana é a minha melhor amiga de infância, aquela pessoa que conheço desde sempre. Somos parecidas em muitas coisas e os gostos de leitura são uma delas 🤩

A Joana é mais ou menos como eu, lê policiais, lê romances, lê ficção. Adora os livros e a escrita de Dan Brown 😍 É uma leitora sazonal porque a faculdade não lhe permite mais, mas sei que isso é uma grande frustração para ela, porque aprendemos juntas a adorar ler desde pequenas. Foi a minha companheira na fase dos Jogos da Fome, ou d'A Culpa é das Estrelas e por aí adiante 😅

Não fiquei surpreendida quando escolheu um dos meus livros favoritos, A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert, de Joel Dicker. Porquê?

"Quero apresentar-vos um livro que me inspirou. Não sei se o posso classificar como sendo o meu livro favorito pois tenho muitos livros que me são queridos e torna-se difícil escolher um. Mas A Verdade Sobre o Caso de Harry Quebert, livro escrito por Joel Dicker, é, sem dúvida, um dos livros que mais gostei. Este é narrado por Marcus Goldman, cujo primeiro livro foi um grande sucesso. O jovem escritor precisa de escrever o seu segundo livro, mas está com um bloqueio criativo. Para ultrapassar esta situação, Marcus pede auxílio ao seu amigo e mentor Harry Quebert e acaba por se instalar na casa dele, em Aurora. É nesta pequena cidade bucólica que se depara com um crime sem solução há mais de 30 anos, o desaparecimento de uma jovem de 15 anos. O desenrolar do livro mostra a forma como Marcus conduz a sua própria investigação do caso. Para além de ser um romance policial, este livro é também sobre como escrever um livro, uma vez que cada capítulo traz dicas materializadas através do diálogo entre Marcus e Harry. Este livro está escrito de uma forma muito cativante pois em cada momento descobrem-se factos que mudam completamente o rumo da investigação, é impossível parar de ler. Aconselho vivamente a leitura deste livro, espero que gostem!"

                                                                                                                                                                                                

E foram estas as recomendações destes últimos tempos! Já leram alguma? Gostaram? 

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